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Núcleo maringaense de Fórum da Comissão da Verdade é lançado Imprimir E-mail
15 de junho de 2012

 

Com a presença de cerca de 150 pessoas, foi lançado ontem (14), no auditório do Sinteemar, o núcleo maringaense do Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, da Memória e Justiça, coordenado por professores do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá. O evento contou com a presença do reitor da UEM, Júlio Santiago Prates Filho e com o coordenador do Fórum no Paraná, Roberto Salomão, além de outros membros da comunidade acadêmica, sindicatos, partidos políticos e representações religiosas. 

O núcleo faz parte de uma rede paranaense, que tem como objetivo influenciar o debate nacional da Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff (PT) para investigar os crimes cometidos pelo Estado durante a ditadura militar (1964-85). A rede deve avaliar, dar opiniões e repercutir os trabalhos da comissão, além de promover debates com a sociedade.

Os laboratórios de Pesquisa em História Política e Movimentos Sociais (Lappom) e de Estudos do Tempo Presente (Labtempo) da UEM têm vasto material sobre o tema. Teses e dissertações estão disponíveis no site www.pph.uem.br. Segundo um dos coordenadores do núcleo, o professor Ângelo Priori, agora, com a comissão, serão abertas novas possibilidades de pesquisa. “Muitos arquivos que antes não eram abertos para os historiadores virão à tona, possibilitando ampliar os trabalhos e debates”, conta. Também coordenam o núcleo os professores Sidnei José Munhoz e Reginaldo Benedito Dias.



De acordo com Reginaldo, ainda há famílias em Maringá que não sabem em que condições seus parentes foram mortos. “As mortes eram divulgadas com toda a sorte de falsificações”, conta o professor. No lançamento do fórum, no mês passado, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, cerca de 500 pessoas pediram a elucidação dos milhares de crimes ocorridos durante o regime militar. (Estima-se que meio milhão tenham sido perseguidos — parte foi torturada e morta em quarteis e delegacias da repressão).

Para Ângelo Priori, “se a comissão conseguir localizar os restos mortais dos desaparecidos durante o regime e esclarecer os motivos dessas mortes, já será um passo muito importante”. Mais informações estão no portal www.forumverdade.ufpr.br.

 
 
  
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