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UEM - Universidade Estadual de Maringá


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Acadêmicos de Direito participam de evento da UnB Imprimir E-mail
01 de agosto de 2012

Entre os dias 23 e 27 de julho, onze acadêmicos do curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá participaram da 15ª edição do AMUN (Americas Model United Nations), projeto sem fins lucrativos organizado por estudantes de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de disseminar os princípios das Nações Unidas. Junto com os acadêmicos da UEM, alunos de outras instituições de ensino superior da cidade participaram do evento, totalizando um grupo de 14 estudantes.

Anualmente, o AMUN reúne centenas de estudantes universitários de diversas partes do mundo, que incorporam a figura de diplomatas, juízes internacionais ou chefes de Estado e discutem questões que compõem a agenda internacional contemporânea, simulando reuniões de organismos internacionais. Todo o evento é conduzido no idioma inglês, dessa forma os acadêmicos, além encontrarem bons argumentos para convencerem os outros “diplomatas”, “governantes” ou “juízes”, precisam treinar e afinar a fluência no idioma.Mas intuito final é o de incitar os estudantes a conhecerem melhor esses organismos, bem como os meios de soluções de conflitos no âmbito internacional e a própria estrutura das Nações Unidas.

Simulações

Nessa edição do AMUN, foi simulado o Conselho de Segurança da ONU, com discussões ligadas às ações de Contra-Terrorismo nos últimos dez anos e a atividade terrorista no Norte do Paquistão.

Também houve simulação da Reunião Anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, no qual foram debatidos os problemas relacionados com as guerras cambiais e os fluxos de capital resultantes.
Outros focos foram o Conselho de Direitos Humanos da ONU, tendo como temas o direito de reunião e protestar pacificamente e a proibição do incitamento do ódio racial, religioso ou nacional; o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, abordando os programas de desenvolvimento contra a pobreza e o respeito ao meio ambiente; o Encontro Mundial das Nações Unidas contra a Corrupção, voltado para moldar soluções globais em prol da transparência e integridade dos processos e políticas públicas governamentais; e a Corte Internacional de Justiça, em que houve o julgamento do caso Bosnia-Herzegovina v. Sérvia e Montenegro (1993-2007), que versava sobre a aplicação da Convenção de Prevenção e Punição dos Crimes de Genocídio.
Ramon Alberto dos Santos, acadêmico do quarto ano, teve um destaque nesse julgamento, conquistando o prêmio de melhor juiz. A simulação da Corte Internacional decidiu por condenar integralmente a Sérvia e Montenegro, acatando todos os pedidos da Bósnia e Herzegovina, após longos debates. A decisão foi além da decisão em 2007, quando a Corte reconheceu apenas a responsabilidade da Sérvia pelos alíneas C e E do artigo 3º da Convenção contra o genocídio.


O grupo da UEM foi formado por Ramon Santos e mais os acadêmicos Amanda Alexandre Lopes, Andréia Fressatti Cardoso, Bianca Menegazzi, Bruna Bontempi Wernick, Guilherme Kenzo, Luiza Piedade Damasceno, Marina Folmann Mayer, Pedro Demori, Raul Belucio, e Rafael Yukio Verri Nishita.